O poder das redes sociais


06/04/2011
Gente, até vida estão sendo salvas graças às redes sociais (ou mídias sociais, como preferem alguns). Veja a matéria que reproduzo diretamente do UOL Ciência:


Mais de 110 mil pessoas esperam por uma doação de órgão no Unos (United Network for Organ Sharing - a organização que controla o sistema de transplante de órgãos nos EUA). Jeff Kurze era um dos quase 90 mil pacientes que necessitam de um novo rim, órgão líder da lista de espera por transplante. Até que sua mulher Roxy resolveu procurar um doador na rede social Facebook.

Em novembro, Roxy escreveu: Eu queria que um rim caísse do céu. Se alguém conhecer um doador vivo tipo O, me avise". Em uma hora, Ricky Cisco, um amigo dela na rede, viu a mensagem e respondeu que poderia ser este doador.

Você doaria, em vida, um órgão a um desconhecido?

Segundo o jovem de 25 anos, quanto mais ele lia sobre o transplante, ele ficava menos preocupado e mais certeza tinha sobre a cirurgia. Jeff, que tem uma doença genética, fazia diálise e estava na lista de espera para um transplante havia 3 anos. Nos EUA, um paciente com tipo sanguíneo O, como ele, espera em média 5 anos por um transplante de rim.

A cirurgia foi realizada no dia 30 de março no Hospital Beaumont, em Royal Oak, subúrbio de Detroit. "Os médicos me disseram que os rins do Ricky estão excelentes em mim, que o nível de creatina, que é como eles medem o funcionamento dos rins, está ótimo para o segundo dia após o transplante", disse Jeff para o The Detroit News.

Roxy e Ricky só tinham se visto uma vez e nunca haviam se falado pela internet. Agora, eles se consideram da mesma família. "É como ter alguém morrendo de sede e você estar sentado ali com dois copos de água", resume Cisco.

Em abril de 2010, uma prefeita de Connecticut doou um rim a um de seus eleitores depois de saber da sua história no Facebook. Em dezembro, Robert Cruz de Washington doou parte de seu fígado para Heather Erickso após saber a história por sua mulher, que leu o blog da mãe de Erickson.

Transplante de órgãos de pessoas vivas
Dos 2.406 transplantes realizados em janeiro nos EUA, apenas 509 foram de doadores vivos, de acordo com o Unos. Uma pessoa pode doar um rim, ou pedaços do fígado, pulmão, intestino e pâncreas.

Para ser um doador vivo é preciso ter boa condição de saúde, não apresentar pressão alta, diabetes, câncer, Aids, hepatite e doenças relacionadas ao órgão doado.

No Brasil, a doação de órgãos é regulamentada pela lei 9.434 de 04 de fevereiro de 1997 e pela lei 10.211 de 23 de março de 2001, que reconhecem a doações de órgão por pessoas vivas para familiares até 4º grau de parentesco, ou para qualquer outra pessoa, mediante autorização judicial, com exceção de doação de medula óssea.

A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso. Este tipo de doação só acontece se não representar nenhum problema de saúde para a pessoa que doa.

Para doar órgãos em vida é necessário:
ser um cidadão juridicamente capaz;
estar em condições de doar o órgão ou tecido sem comprometer a saúde e aptidões vitais;
apresentar condições adequadas de saúde, avaliadas por um médico que afaste a possibilidade de existir doenças que comprometam a saúde durante e após a doação;
Querer doar um órgão ou tecido que seja duplo, como o rim, e não impeça o organismo do doador continuar funcionando; Ter um receptor com indicação terapêutica indispensável de transplante; e
Ser parente de até quarto grau ou cônjuge. No caso de não parentes, a doação só poderá ser feita com autorização judicial

Órgãos e tecidos que podem ser doados em vida:
Rim;
Pâncreas;
Medula óssea (se compatível, feita por meio de aspiração óssea ou coleta de sangue);
Fígado (apenas parte dele, em torno de 70%); e
Pulmão (apenas parte dele, em situações excepcionais)


Publicado por: Bira Castellano

       

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